Guarda responsável

 

Guarda Responsável

 

“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.” (Mahatma Gandhi)

 

Quando o assunto é “animal”, não gostamos da palavra “dono”, preferimos “guardião” e preferimos a expressão “guarda responsável” do que “posse responsável”. As palavras “dono” e “posse” denotam propriedade. “Posse” se usa para coisas e não consideramos animais como coisas e sim como seres sencientes, nossos irmãos menores.

 

Todos sabemos que adotar é um ato de amor, mas antes de adotar, pense bem, porque adotar um cachorro ou um gato é ser responsável por ele durante anos e eles precisam de cuidados, carinho e atenção. Muitas pessoas adotam ou compram um bichinho na hora da emoção e depois acaba por abandoná-lo. E abandono é crime (art. 32 da Lei 9605/98). Então, antes de adotar, pense bem. Veja se todos que moram com você estão de acordo e lembre-se que você irá cuidar desse animal por toda a vida dele (média de 12 anos). Lembre-se que terá despesas com alimentação, vacinas, remédios, veterinário etc. Você também precisa pensar se, em caso de viagem, terá com quem deixar seu animal.

 

Não deixe seu bichinho solto nas ruas. Leve seu cão passear com coleira e guia, mas recolha o cocô que ele fizer. Por mais óbvio que isso possa parecer, tem muita gente que solta o cachorro na rua para fazer cocô. Agora imagine o tanto de cachorro que existe na cidade e imagine como ficariam as ruas se todos agissem assim. Então, se você leva seu cachorro passear, por favor, saia de casa com um saquinho (de preferência de papel ou plástico biodegradável, já que a sacola de supermercado pode demorar 100 anos para se decompor) e recolha o cocô de seu bichinho e leve para casa e jogue no seu lixo ou em sua privada (neste caso, sem o saquinho). O ideal é habituar os cães a fazerem cocô em casa, no jornal. Gato é mais fácil, é só ter um recipiente com areia.

 

Seu animal não deve andar solto nas ruas ou preso em correntes. Leve seu cachorro para passear, conduzido com coleira e guia.

 

Vacine seu bichinho. Tanto o cão como o gato deve ser vacinado anualmente e não só contra a raiva, mas também contra outras doenças.

 

Dê vermífugo para seu animal periodicamente, conforme indicação do médico veterinário.

 

Proporcione alimentação adequada – gatos não devem ser alimentados com ração para cães e vice-versa. E não se esqueça da água fresca. Proteja-o do sol e da chuva.

 

Além de alimentação adequada, água fresca, vacinação e vermifugação periódicas, cuidados médicos veterinários e higiene, cães e gatos também precisam de afeto e atenção para viver bem.

 

Também é muito importante castrar seu animal. A castração pode ser feita a partir dos 6 meses de vida.

 

É grande o número de animais sem lar que vagam pelas ruas, sofrendo maus tratos, fome, sede, dor, frio e sujeitos a atropelamentos. E, eles se reproduzem rapidamente. Gatos se reproduzem de 3 em 3 meses e cães de 6 em 6 meses. Em cada cria nascem vários filhotes que, em menos de um ano, também estarão se reproduzindo. segundo a Sociedade Mundial de Proteção Animal – WSPA, uma só fêmea pode gerar em sua vida, pelo menos, 100 filhotes. Em seis anos, uma cadela e seus descendentes poderão ser responsáveis pelo nascimento de 64 mil filhotes (também segundo a WSPA). Se for gata, serão muitos mais. Não existe lares para todos. A solução é a castração, já que anticoncepcionais podem causar câncer de útero e mamas, com o passar do tempo. Muita gente ainda tem preconceitos em castrar seu animal. Falta de informação. O resultado é essa quantidade de animais abandonados.

 

Castração e uma cirurgia simples que impede a reprodução. A fêmea não mais terá o cio. A castração deve ser feita por veterinários.

 

Importante que se diga que a fêmea não precisa ter pelo menos uma cria e que o cachorro não vai deixar de “olhar a casa” porque está castrado.